Trecho de Habitantes do Cosmos

REGISTROS AKÁSHICOS

HISTÓRIA ESQUECIDA

 

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De todas as antigas cidades, somente uma conseguiu preservar parte do conhecimento ancestral, e foi nela que algumas centenas de humanos viveram relativamente em paz por longos milênios. Isso só foi possível porque a população decidiu se isolar do resto do mundo, onde o que reinava era a intolerância, as guerras, a ignorância e a corrupção de todas as formas imagináveis – e inimagináveis.

Enquanto a maior parte da humanidade perecia e definhava até atingir a barbárie, nessa cidade ainda se preservava um pouco da vida antiga, dos tempos de civilidade e sabedoria. Mas ilhados, os recursos naturais de que dispunham chegariam ao fim, por isso tiveram que manter colônias espalhadas pelo planeta, a fim de retirar da Terra tudo que fosse necessário para sobreviver e manter o mínimo do grau de civilização que haviam alcançado.

Por muito tempo foi relativamente fácil, para os habitantes da ilha, manter as colônias livres de invasores, pois, imersos na insanidade e na ignorância, os bárbaros os viam como uma legião de deuses, intocáveis, invencíveis, que lhes causava espanto, admiração e temor. Por outro lado, aquela população civilizada não conseguia mais identificar os bárbaros como seus semelhantes, eles os viam como animais irracionais, dos quais queriam manter distância.

Nesse período não houve interação entre esses grupos; mas um dia a Terra tremeu, e os sábios compreenderam que os tempos de paz haviam terminado. Sua cidade seria destruída e, para que aqueles guardiões do conhecimento pudessem ter uma chance de seguir em frente, foram incentivadas migrações para as colônias, que seguiam praticamente desabitadas. A população resistiu à ideia, muitos preferiam perecer ali mesmo, na Ilha, a ter que conviver com o que havia sobrado da humanidade no resto do mundo. Então grupos se formaram, interesses diversos surgiram e aquela população, que vivia em relativa paz, agora teria que conviver mais uma vez com a guerra, talvez a última grande guerra que aqueles bravos sobreviventes do passado distante poderiam presenciar.

Os sábios lamentavam a situação, mas nada podiam fazer, a não ser tentar preservar ao máximo o pouco de conhecimento que ainda lhes restava. Sabiam que sem aquele conhecimento seus descendentes teriam o mesmo destino dos habitantes das cavernas, ou dos humanos que viviam nas raras e pequenas cidades sujas e corrompidas, governadas por bárbaros sádicos, cidades que também estavam fadadas a desaparecer para sempre.

Os sábios então juntaram seus discípulos e se dividiram em pequenos grupos. Cada grupo escolheu uma colônia para construir um novo templo, onde poderiam formar novos sábios. Eles começaram seus trabalhos antes mesmo do governo decidir o que fazer. Na última reunião, entre os líderes da cidade, houve muita discussão e o resultado foi uma rebelião e a tomada do poder por um grupo radical, que pretendia habitar todo o planeta. Esse grupo acreditava que a única chance que teriam seria se misturar aos demais humanos espalhados pela Terra e governá-los com rigidez, utilizando os mais primitivos como escravos. O conselho de anciãos foi totalmente contra a sugestão e então se deu a revolta.

Ao tomar o poder, o grupo radical começou a colocar seus projetos em prática. Muitos humanos foram capturados e escravizados, seria necessária muita mão de obra para construir as novas cidades. Os que apoiavam os anciãos migraram para as antigas colônias, onde os sábios já estavam instalados, e os rebeldes escolheram as melhores terras para construir novas cidades, onde esperavam governar como verdadeiros deuses tiranos. Todo o processo não demorou mais que poucos séculos para se estabelecer.

Nesse tempo, algumas colônias conseguiram prosperar e manter uma vida muito próxima daquela que existia na Ilha. As novas cidades apresentavam formas de governo distintas, assim como organizações e crenças também diferentes. Cada governante era adorado pelo povo como um ser divino, e a eles era prestado culto todos os dias. Havia escravos, comerciantes corruptos, e aqueles que tinham maior conhecimento abusavam do poder que esse conhecimento lhes garantia sobre os demais. Por mais belas que fossem as construções daquelas cidades, a beleza parecia não se destacar nelas, era tudo muito triste e sombrio.

A Ilha ainda resistia, mas o fim estava próximo. Nesse tempo, um governante rebelde teve inveja de uma das colônias, que prosperava em recursos e sabedoria. Ele decidiu invadir a colônia e se tornar seu governante. Todas as demais colônias se envolveram na guerra, se aliando à colônia invadida, e a Ilha, que desde a última revolução estava sob o governo dos líderes rebeldes, ficou do lado oposto. Foi a última e maior guerra que aquela humanidade presenciou. Após a guerra, não havia sobrado muito para a Terra destruir e foi quando a catástrofe aconteceu, a última grande catástrofe vivida pela raça amaldiçoada.

Os mares se abriram, as geleiras derreteram, as chuvas caíram sem cessar; toda a Terra tremia. Raios, trovões, terremotos, maremotos, furacões; parecia que todos os deuses haviam se enfurecido de uma só vez. E o oceano então engoliu aquela ilha contaminada pela insanidade humana.

Três colônias sobreviveram, mesmo em meio a ruínas. Duas estavam relativamente próximas, uma estava muito distante, praticamente isolada do resto do mundo. Aquelas três colônias, arruinadas, eram tudo o que havia restado de um passado glorioso da antiga humanidade, agora reduzido ao esquecimento total.

 

Habitantes do Cosmos, de Francélia Pereira

Disponível na Amazon 

divulgação

 

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HQ Artemísia no Catarse

Está no Catarse a campanha de financiamento coletivo da primeira HQ produzida a partir da série HDC, e claro que a personagem escolhida para estrear nos Quadrinhos foi a Artemísia! 😉

Dá uma olhada na prévia da revista!

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Hehehehe… tadinho do Drackor! ^^

A HQ tem na equipe o Ton Lima, o artista oficial da série, o Wesllei Manoel, responsável pelas cores da personagem Artemísia e da capa de HDC3, e eu (Francélia Pereira) ^^.

Além da opção de adquirir as recompensas, você pode apoiar esse projeto espalhando por aí que tem Quadrinho Nacional novo na área! Compartilhe a publicação, conte pros amigos, marque todo mundo e vamos, juntos, transformar esse projeto em realidade! \o/

Segue o link da campanha >>> Artemísia – volume 1

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18 – Me Livrando: www.melivrando.com 

 

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